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Áreas Verdes e Fiação Subterrânea em BH: uma realidade possível?
A proposta deste projeto é discutir a questão
das áreas verdes e fiações subterrâneas nas metrópoles, tendo como foco a
cidade de Belo Horizonte.
Este tema surgiu a partir dos estudos realizados
com os alunos das 2ªs séries do Ensino Médio, no final de 2012, da Escola
Estadual Madre Carmelita sobre a Revolução Industrial. Estudamos sobre a
importância da atividade mineratória em algumas cidades da Alemanha como Essen,
Dusseldorf e Colônia, próximas ao Vale do Ruhr.
Durante os estudos, foram publicadas
reportagens na Revista Ecológico[1],
que trata da preparação da cidade de Essen - que formou o Complexo Industrial
da Mina de Carvão de Zollverein - a
partir de 1970, para a extinção de suas reservas minerais de carvão e aço.
A cidade, antes coração mineratório do vale do
Ruhr, foi eleita a "Capital Europeia, pelo seu dinamismo cultural-ecológico
e turístico.
Três aspectos merecem destaque na reportagem:
1)
a cidade chegou a ser totalmente destruída
pela atividade mineratória e também pela guerra, teve perda de 95% de seu patrimônio histórico, de quase
toda a Floresta Negra, dizimada pela guerra e pelo desmatamento, além de
problemas com chuvas ácidas, decorrentes da Revolução Industrial. Ao ver sua
principal atividade se extinguir, a partir de 1970, passa a investir na
recuperação da cidade, que se encontra totalmente arborizada e com 100% da sua
fiação subterrânea, tendência das cidades europeias.
2)
o outro aspecto que chama a atenção na
reportagem é a abordagem das áreas
verdes das cidades brasileiras, atualmente não tão verdes assim, e também para
as terríveis fiações aéreas que aleijam nossas árvores, estragam nossas
paisagens, provocam acidentes e passam despercebidos visto que o feio torno-se
sinônimo de "naturalmente urbano" [comentário Andrea].
3)
Chama a atenção para o fato de que mesmo sendo
considerada a empresa energética mais sustentável da América Latina, o
investimento da CEMIG em fiação subterrânea é praticamente zero.
É importante ressaltar que a Geografia tem
como objeto de estudo o espaço ocupado, modificado, trabalhado pelo ser humano
e que o conhecimento só faz sentido se
puder fazer com que as pessoas se
percebam como agentes de transformação desse espaço.
As discussões sociais acontecem nos locais
voltados para elas, como o poder público, as empresas (dentro dos seus
interesses), associações, ONGs e um dos mais importantes e negligenciados, as Escolas,
pois essas têm tudo para serem livres, imparciais e terem como objetivo
principal o conhecimento. Conhecimento que ao ser adquirido tem o poder de
transformar, de cobrar, de exigir, de formar cidadãos.
A educação precisa urgentemente se envolver com
o cotidiano do cidadão, do jovem que está cada vez mais acelerado, desinteressado,
perdido. A vida está cada vez mais urbana o que significa problemas cada vez
mais urgentes e uma rede de profissionais éticos e solidários.
[1]
Revista Ecológico nº 48 de 31 de agosto de 2012: "O fim da mineração na
Alemanha: o novo país que ressurge sustentável 200 anos depois da Revolução
Industrial."
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